Associação das Empresas da Defesa, Armamento e Novas Tecnologias

Uma Rede Nacional de Competências

O porquê de Portugal e da Europa precisarem da indústria

O porquê de Portugal e da Europa precisarem da indústria

A aposta na produção industrial é fundamental para criar emprego durável e gerador de novas competências nas economias europeias.

Na Europa e em Portugal, assis-timos com a crise 2008/2009 à mobilidade de empresas de matriz industrial para países/mercados em outras áreas do globo, Ásia em particular, pela procura de rentabilidades mais ambiciosas através do custo, mais baixo, da mão dê obra.

Manter a rentabilidade destas empresas industriais está em causa, porque já não é possível competir só por custo baixo dos Recursos Humanos. Novos fatores são cada vez mais importantes na competitividade empresarial, como o Conhecimento, a Inovação e Recursos Humanos Qualificados (RHQ). Por tal, estamos a assistir ao retorno à Europa de muitas dessas indústrias.

O conhecimento a par dos RHQ passou a ser o elemento mais valorizador e destacável da importância estratégica da indústria para os países mais desenvolvidos, com ambição em crescimento.

A sua valorização identifica-se por estes fatores que suportam cada vez mais uma nova indústria, mais competitiva, que transforma conhecimento em mais conhecimento, disponibilizando ajusante, aos serviços, novos conteúdos inovadores para os mercados.

Toda a Europa, com exceção para a Alemanha, norte de Itália, Suíça e Austria, sofreu o efeito devastador de políticas erradas que incentivaram maioritariamente uma Europa dos serviços e do consumo, deixando abandonada ao seu próprio destino a indústria, com os políticos a desculparem-se da sua falta de visão em ato semelhante ao de Pilatos.

A economia nacional está dramaticamente desindustrializada, como disse algumas vezes Belmiro de Azevedo, assim como a maioria dos países europeus.

Hoje sobressai na economia a importância estratégica da indústria, tanto em Portugal como na Europa. Basta fazer uma viagem à economia real e ver cada vez mais os fluxos de conhecimento, criatividade, inovação, cadeia de valor de transferência e OUT e do conhecimento enfre universidades e empresas, a exigência RHQ e a formação cada vez maior dos negócios globais que dão empresas globais.

Na indústria de hoje até um desvalorizado operário de limpeza de piso, do passado, tem de dar lugar a um RHQ com especialização e com funções mais alargadas com base em mais conhecimento, com capacidade de autogerir informação no sistema de gestão. Aqui não há espaço para discutir o valor do salário mínimo porque está, em muito, ultrapassado.

Portugal e a Europa têm competências para implementar e apoiar uma indústria moderna, criadora de mais emprego para as novas gerações, devendo ocupar uma posição de Farol para com os emergentes e jamais ter uma indústria em perda por transferência para os emergentes. Aqui cabe a análise ao porquê?

É pela indústria que se cria emprego mais durável e gerador de novas competências em pirâmide equilibrada, enquanto os serviços criam mais emprego concentrado e com menos sustentabilidade. Indústria e serviços são hoje dois lados da mesma moeda, como alguém disse.

O diferencial sobre a produtividade entre indústria e serviços é muito elevado, do qual se destaca maior potencial em emprego mais qualificado e competências diversificadas desafiadoras para novos empreendedores.

Por outro lado, uma indústria robusta origina coesão e reforço de todas as fileiras industriais reforçando os clusters edstentes e o aparecimento de novos Clusters, gerando-se uma maior atratividade ao investimento pela oferta reforçada da cadeira de valor, hoje tão importante para todas as indústrias e serviços.

Os crescimentos dos PIB(s) têm na indústria o seu maior apoio para que as economias possam sair dos apáticos valores dos últimos 10 anos.

O emergir da Indústria 4.0 tem a mais alta importância nas economias dos países economicamente desenvolvidos, de tal forma que no Fórum Davos 2016 foi um dos temas principais porque é efetiva-mente revolucionária e disruptiva. Aqui a questão do emprego merece uma análise cuidada em contexto alargado, porque é fácil falar em destruição de emprego, o que não é ainda uma certeza.

Portugal, em particular, precisa de investimento industrial estruturante.

Temos hoje forte capacidade de atração pelo poder e dimensão existente em alguns clusters como o automóvel, o e outros e que Faga consigo conhecimento e uma componente exportadora.

O projeto Auto-Europa, Volkswagen é o nosso maior exemplo, seguem-se ouFOS mais recentes como a Embraer.

Indústria, um desafio de hoje, tanto para Portugal como para a Europa, com obrigação estratégica de ocupar um maior espaço num futuro quejá começou, mas não nos podemos esquecer que indústria moderna faz-se com conhecimento e capital intensivo que deve premiar quem investe e cria riqueza, mas nunca ser sacrificado exclusivamente e obstinadamente para pagar imposto.